O que é e como funciona a agricultura patronal

Publicado em 18 de maio de 2023 às 9h00

O trabalho no campo é essencial para alimentar milhares de pessoas pelo mundo. Não à toa recebe atenção diferenciada em relação a créditos e financiamentos, bem como no que se refere à aposentadoria do trabalhador rural. Esses suportes costumam levar em conta o tipo de relação de trabalho entre os envolvidos, classificando o tipo de lidar com a terra entre agricultura familiar ou agricultura patronal.

Neste artigo, vamos tratar da agricultura patronal para que você possa entender melhor sobre o assunto.

As relações de trabalho no campo

É verdade que existem diversas formas de lidar com a agricultura, desde o uso de maquinário ao trabalho braçal puro, dos meios mais modernos aos mais tradicionais. Importante ressaltar que ultimamente a tecnologia tem recebido grande destaque e invadido o campo como meio de aumentar e melhorar a produtividade.

Não há um meio melhor que o outro, afinal todos têm o mesmo propósito, garantir a produção de alimento. Contudo, as diferenças trazem questões e ações importantes para determinar se darão certo e servirão ao que se destinam. Uma dessas diferenciações diz respeito às relações de trabalho, que podem ser do tipo familiar ou profissional, onde há patrões e empregados, ou seja, uma agricultura patronal.

Agricultura patronal x agricultura familiar

Na relação com a terra é muito comum gerações e gerações de famílias, dando continuidade ao trabalho com o campo sem a interferência de trabalhadores “de fora”. Neste modelo, conhecido como agricultura familiar, temos uma produção com prioridade para o consumo interno, em que somente o excedente (quando acontece) é comercializado.

Um outro modelo, é exatamente o inverso. Na agricultura patronal toda a produção é voltada para a comercialização e a relação de trabalho envolve empresa e funcionários de forma legalizada.

Como funciona a agricultura patronal

O mercado externo é a grande meta da agricultura patronal. Voltar a produção para venda e exportação é o que molda as características deste tipo de agricultura, na qual o uso da tecnologia e processos para otimização da produção são fundamentais.

Na agricultura patronal, temos sobretudo, uma mão de obra assalariada. Os contratos de trabalho podem ser temporários ou de vínculo permanente, depende do interesse das partes. Outra característica diz respeito ao tamanho das propriedades, que tende a ser de médio a grande porte.

Vale ressaltar que enquanto a agricultura familiar é mais de subsistência, a agricultura patronal promove insumos para a indústria.

Essas particularidades da agricultura patronal levam a uma necessidade importante de assessoria jurídica em todas as transações, seja junto aos funcionários ou compradores de sua produção, ainda mais em se tratando de exportação. Não só para manter tudo dentro das normas legais, como no intuito de potencializar os ganhos.

Síntese

Temos portanto a agricultura patronal como o oposto da agricultura familiar. É uma empresa que produz insumos para outras atividades produtivas e, para isso, requer um bom número de funcionários e equipamentos agrícolas.

Trata-se, geralmente, de médias e grandes propriedades ligadas diretamente ao agronegócio. Portanto, a terra é usada como uma espécie de chão de fábrica, produzindo em massa e prioritariamente para a venda e o abastecimento de mercados.

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